segunda-feira, 23 de março de 2009

Fábrica da Sadia em Vitória pode empregar mais de 5 mil




A fábrica da Sadia em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata pernambucana, vai iniciar as operações com uma equipe de 200 funcionários, mas a previsão é de que venha empregar cerca de 5.500 mil pernambucanos. A informação é do diretor-presidente da empresa, Gilberto Tomazoni.

A Sadia estima duplicar o quadro de funcionários a cada três meses. "Vai depender da demanda, se o povo tem dinheiro para compra", justifica Tomazoni. Nas instalações da fábrica, serão 1.500 pessoas trabalhando em três turnos quando as cinco linhas de produção - mortadela, salsicha, linguiça, apresuntado e lanche - estiverem ativas.

Os 200 primeiros trabalharão na linha de mortadela, item que vai dar início as operações da fábrica no Estado. As máquinas começam a funcionar no final de março, em cerimônia com a presença de Lula. Nas instalações, ainda há o centro de distribuição e estação de tratamento de água.

Os funcionários da fábrica passam por quatro meses de aulas em escola profissionalizante, também localizada no município de Vitória de Santo Antão. A Sadia já capacitou 1.040 alunos e boa parte vai desempenhar a função de operador de produção.

"A ideia é formar o máximo de profissionais que possam ser aproveitados pela empresa. Por isso, a estimativa de gerar ainda 4 mil empregos indiretos", explica o diretor-presidente. Para tanto, o espaço da escola será permanente, mesmo depois de preenchida a capacidade de funcionários da fábrica.

No primeiro ano de operação no Estado, a Sadia estima produzir 44 mil toneladas de alimentos. A capacidade de produção da fábrica, no entanto, é de 150 mil toneladas por ano.


FONTE: http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2009/03/06/fabrica_da_sadia_em_vitoria_pode_empregar_mais_de_5_mil_42264.php

POSTADO ÀS 17:27 EM 06 DE Março DE 2009

Sadia prevê faturamento de R$ 390 milhões por ano com fábrica de Vitória

A direção da Sadia prevê faturar, por ano, cerca de R$ 390 milhões com a fábrica de Vitória de Santo Antão. A capacidade de produção é de 147 mil toneladas de embutidos, também anualmente. Só de mortadela, espera-se produzir 44 mil toneladas / ano. A matéria prima vem toda do Mato Grosso do Sul - há preocupação de que os produtores regionais possam ser fornecedores.

A princípio, a fábrica entra com linha de produção de mortadela. Anualmente, ainda deverá produzir 29 mil toneladas de presuntado, 36 mil toneladas de salsicha, 44 mil de linguiça cozida. Não há informações de quando as outras linhas vão começar a ser produzidas.

O ex-ministro e presidente do conselho administrativo da Sadia, Luis Fernando Furlan, justifica a vinda do empreendimento para o Estado. "Estudos mostram que o Nordeste é onde o potencial de consumo mais cresce no País. No ano passado, a região teve um aumento de 25,4% em relação a 2007 e passou a região Sul, ficando no segundo lugar do ranking do consumo nacional, atrás apenas do Sudeste".

À espera de Lula, uma multidão se aglomera debaixo de toldo montado para a solenidade de inauguração. Tem ônibus até do senador Sérgio Guerra. Assim que chegar, o presidente fará um tour pela fábrica, e depois deverá discursar. Quem está por lá, reclama do calor.

Com informações de Jamildo Melo, direto de Vitória.

FONTE: http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/index.php
POSTADO ÀS 10:44 EM 23 DE Março DE 2009

Lula conhece instalações da fábrica e sobe ao palanque

Começou há pouco a solenidade de inauguração da fábrica da Sadia, em Vitória de Santo Antão. O presidente já subiu ao palanque e vai discursar em instantes. Um fato curioso: enquanto o locutor apresentava as autoridades, o prefeito de Vitória de Santo Antão, Elias Lira (DEM), foi bastante aplaudido. Levou a claque para provocar José Aglaison, ex-prefeito de Vitória e aliado do governador Eduardo Campos.

O presidente Lula já conheceu as instalações da fábrica. Chegou ao terreno por volta das 11h, e passou quase uma hora em tour pelos maquinário de produção e armazenamento de alimentos. A fábrica de Vitória é a primeira da região Nordeste do País. Começa a operar empregando 150 funcionários, no entanto, a expectativa da Sadia é gerar mais de 5 mil empregos diretos e indiretos.

Com informações de Jamildo Melo, direto de Vitória.

FONTE: http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2009/03/23/lula_conhece_instalacoes_da_fabrica_e_sobe_ao_palanque_43271.php

POSTADO ÀS 12:00 EM 23 DE Março DE 2009

sexta-feira, 13 de março de 2009

Caruaru terá AlphaVille de R$ 20 mi

Publicado em 12.03.2009, às 07h45

A AlphaVille Urbanismo S.A. anunciou, nessa quarta-feira (11), a construção em Caruaru, no Agreste, do segundo condomínio da empresa no Estado, com investimento total de R$ 20 milhões. O AlphaVille Caruaru terá 332 lotes residenciais e será construído na Avenida Projetada, às margens da BR-104, próximo ao Polo Comercial. As vendas serão iniciadas no próximo dia 28, por preços a partir de R$ 85 mil.

A expectativa da direção da empresa é de vender todos os lotes em poucas horas. O empreendimento deve ser concluído em dois anos e gerar cerca de 200 empregos diretos na fase de implantação e mais de 1.200 na fase de construção das casas. Seguindo a linha da empresa, o AlphaVille Caruaru aposta numa estrutura com segurança, lazer, conforto, áreas verdes e beleza paisagística.

O condomínio contará com guarita de segurança, ruas arborizadas, canteiros ajardinados e praças. Além disso, haverá o Alphaville Caruaru Clube, com equipamentos de lazer como quadra de tênis e piscina, entre outros. “Cada detalhe do projeto, da distribuição dos lotes aos diversos elementos do paisagismo, foi definido com base em pesquisas realizadas junto a famílias da cidade”, diz o diretor de negócios da empresa, Marcelo Willer. O condomínio vai ocupar uma área de 413.538 metros quadrados, sendo 153 mil correspondentes a áreas verdes. A média dos lotes é de 450 metros quadrados.

O metro quadrado dos terrenos vai custar cerca de R$ 210,00, com o preço de alguns lotes variando em cerca de 5%, dependendo da localização. A empresa vai oferecer descontos nas vendas a vista e financiamento em até 60 meses, através da própria Alphaville.

FONTE: http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/economia/noticia/2009/03/12/caruaru-tera-alphaville-de-r-20-mi-181615.php

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Software facilitará contato com surdos

Publicado em 04.02.2009


A Brava, nova empresa de Fred Arruda no Porto Digital, iniciou desenvolvimento de solução que visa permitir o uso de telefone por surdos, sem necessidade de um intermediador

Tatiana Ferraz
tferraz@jc.com.br

Depois do anúncio, na semana passada, da formação de tradutores da língua brasileira de sinais (libras) no primeiro curso técnico do tipo ministrado pelo poder público no Estado, outra novidade surge no Estado para tentar facilitar a comunicação entre ouvintes e pessoas com deficiência auditiva. A empresa de tecnologia Brava, que integra o Porto Digital, iniciou o desenvolvimento de uma solução que visa permitir o uso de telefone por surdos, sem necessidade de um intermediador.

A novidade foi batizada de Fone Fácil. Através dela, um surdo pode ligar para o telefone fixo ou móvel de um ouvinte a partir de um smartphone, que deve ser desenvolvido por operadoras. No outro sentido, o ouvinte pode ligar para o surdo a partir de um aparelho convencional. “O falante vai ligar para o Fone Fácil e a ligação vai cair em um atendimento eletrônico. Aí o telefone do surdo deve ser identificado e a ligação segue para ele. A mensagem falada é então convertida para texto. Já os surdos vão escrever em uma espécie de chat e a mensagem será convertida em voz”, explicou o diretor executivo da Brava e gerente do novo projeto, Fred Arruda.

Segundo ele, atualmente as soluções de telefonia voltadas aos surdos exigem a participação de uma pessoa como intermediadora. A novidade da Brava é permitir essa comunicação com o uso apenas de tecnologia.

A Brava ficará responsável pelo desenvolvimento do software que vai rodar no smartphone e pelo gerenciamento do servidor de suporte da comunicação. Já o aparelho em si deve ser produzido por operadoras de telefonia. A previsão é que o produto chegue ao mercado em 2010 e atinja seis milhões de usuários.

O professor de libras Deyvison Lima, deficiente auditivo, recebeu a novidade com alegria, mas cauteloso. “É importante a união entre surdos e ouvintes. Espero que a nova solução ajude nessa integração, mas não sei como, pois poucos surdos sabem ler.”

Ainda assim, a novidade pode facilitar a vida de pessoas como a auxiliar de produção Ana Carolina Pimentel, 25 anos, que demonstra vontade de poder se comunicar por telefone. “É ruim enviar mensagem de celular. Mais fácil ligar. Mas para os surdos é difícil. Eu tenho vontade de usar o telefone, mas como?”, questiona.

Segundo Arruda, uma consultora de linguística vai dar apoio à empresa, já que surdos e ouvintes se comunicam de formas diferentes, inclusive na escrita. O projeto para desenvolvimento do Fone Fácil foi aprovado no fim do ano passado pela Finep, que disponibilizará R$ 1,5 milhão. A entidade fará uma visita técnica à Brava e, na próxima semana, deve ser assinado o contrato para que o dinheiro seja liberado. “Nosso objetivo é dar autonomia a pessoas e dispositivos através de inovação tecnológica”, destacou Arruda.

A Brava existe formalmente desde 2007, mas apenas em janeiro deste ano, com a contratação do novo gestor, iniciou efetivamente as atividades. O quadro de pessoal da empresa ainda está sendo montado.

FONTE: http://jc.uol.com.br/jornal/2009/02/04/not_318179.php, acessado em 22/02/2009.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Disputa acirrada por terrenos em Suape

Publicado em 13.02.2009


Duas casas foram incendiadas dentro do território do Complexo Industrial e Portuário de Suape. Moradores da comunidade apontam integrantes da segurança da estatal como responsáveis pelo ato

A diretoria do Complexo de Suape precisa acelerar a ordenação das moradias em seu território para evitar que o maior polo de atração de investimentos do Nordeste também fique conhecido como um barril de pólvora. Na última quarta-feira, duas casas foram incendiadas no Engenho Serraria (localizado dentro das terras de Suape, no município do Cabo de Santo Agostinho). Moradores da comunidade, acusam cinco homens que integram a vigilância de Suape de terem provocado o incêndio. Os donos das residências prestaram queixa-crime na delegacia do município.
O presidente da Associação dos Agricultores de Serraria, José Luiz dos Santos, diz que a comunidade abriga 600 famílias e reclama da demora no andamento do Projeto Morador (coordenado pela Companhia Estadual de Habitação e Obras), que vai regularizar as habitações em Suape. Hoje, pelo menos 10 mil pessoas habitam o território do complexo.

“Essas famílias que tiveram suas casas incendiadas estão morando na casa de parentes”, conta José Luiz. O incêndio aconteceu por volta do meio-dia e nenhum dos nove integrantes das duas famílias estavam nas residências. A diretoria de Suape confirma que na quarta-feira, a vigilância de Suape esteve em Serraria e fez a notificação de construções irregulares no local.

“Estamos contando com o apoio da Polícia Civil na investigação do caso. A orientação do governo tem sido tratar as comunidades com respeito e jamais agir com violência. Mas é verdade que temos intensificado a fiscalização, porque não vamos contribuir para a criação de uma indústria da invasão. Não queremos que Suape vire uma espécie de Serra Pelada, onde todo mundo quer ter um pedaço de terra para depois pedir indenização”, enfatiza o superintendente de Gestão Fundiária e Patrimonial de Suape, Inaldo Campelo.

Antes de encerrar seu mandato, o ex-governador José Mendonça Filho deixou uma lei que desapropriava uma área em Suape em favor da Cehab para realizar o Projeto Morador. A iniciativa abrangeria as comunidades de Suape, Tiriri, Vila Claudete e Massangana. O projeto está atrasado. Em dois anos do governo Eduardo Campos, sequer foi concluído o diagnóstico das moradias. A Cehab chegou a contratar a consultoria para realizar o levantamento, mas o presidente da companhia, Amaro João, diz que a demora foi motivada pela complexidade do projeto. Campelo adianta que na próxima semana esse diagnóstico será apresentado e afirma que também será discutida a possibilidade de Suape fazer parte do projeto de 500 mil moradias anunciado recentemente pelo governo federal.

FONTE: http://jc.uol.com.br/jornal/2009/02/13/not_319343.php

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Um porto para o futuro

Um porto para o futuro
Publicado em 07.11.2008

O Porto de Suape chega aos 30 anos em obras. São mais de 11 projetos em andamento atualmente entre os públicos e os bancados pelas grandes empresas (ver arte). O local se transformou no maior pólo de atração de investimentos privados do Nordeste. E essas obras marcam o início de um novo ciclo de desenvolvimento no Estado, com empreendimentos que vão trazer a diversificação na indústria pernambucana.
Os empreendimentos estruturadores que estão se instalando no Porto de Suape (a refinaria de petróleo, o estaleiro e a Petroquímica Suape) vão demandar investimentos de US$ 6 bilhões (cerca de R$ 12,6 bilhões pelo câmbio de ontem) que devem ser empregados até 2010.

O maior investimento que está sendo implantado em Suape é a Refinaria Abreu e Lima, que custará cerca de US$ 4 bilhões (aproximadamente R$ 8,2 bilhões) e deverá entrar em operação no segundo semestre de 2010. O empreendimento vai introduzir Pernambuco num dos setores que mais crescem no mundo, o do petróleo.

O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) tem quatro contratos fechados (para fornecer 10 navios, uma plataforma de petróleo, dois superpetroleiros e quatro embarcações aframax) no valor de US$ 2 bilhões. O empreendimento está sendo construído e, numa parte dele, a produção já foi iniciada. Ele também deverá ter um cais próprio.

A expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado tenha um crescimento de 50% quando os empreendimentos estruturadores em implantação em Suape começarem a funcionar. “É uma perspectiva animadora”, diz o presidente de Suape, Fernando Bezerra Coelho, que também é secretário de Desenvolvimento Econômico.

“No plano político, considero o Porto de Suape uma vitória por ter passado por vários governos num Estado onde a política tem uma grande polarização”, diz a economista Tânia Bacelar, ex-secretária da Fazenda no segundo governo Arraes.

Nos últimos 14 anos, Suape foi apontado como prioridade pelas administrações estaduais, mas nem sempre isso resultou em recursos e em obras para melhorar a sua infra-estrutura.

O porto interno de Suape passou 21 anos para ser concluído, o que só ocorreu em 1999. Ele foi fundamental para atrair novas cargas ao complexo, que até então movimentava principalmente combustíveis, pois a sua área de atracação era restrita ao píer de granéis líquidos.

Atualmente, os combustíveis correspondem a 50% de tudo que passa por Suape. Na década de 90, os combustíveis representavam mais de 90% da movimentação.

Suape fez a sua expansão baseada num plano diretor elaborado em 1979. O trabalho apontou diretrizes que até hoje são seguidas por várias administrações – inclusive a atual. Na época, o plano reservou um espaço para a implantação de uma refinaria e uma siderúrgica. Essa última está sendo negociada pelo governo do Estado com a Companhia Siderúrgica Nacional.

Ainda dentro do plano diretor, o complexo conservou 45% do seu território verde, o que também passou a ser um diferencial na atração de investimentos privados. “O Porto de Suape foi um dos determinantes para que a refinaria ficasse em Pernambuco, porque ele fez com que o Estado oferecesse uma melhor condição logística e é um porto de águas profundas, o que também é importante”, disse o gerente industrial da Refinaria Abreu e Lima, João de Aquino.

FONTE: http://jc.uol.com.br/jornal/2008/11/07/not_306623.php, acessado em 07/11/2008.